segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

♥ FAÇA 2016 SER O MELHOR ANO DE SUA VIDA



Final do ano vem chegando e a ansiedade pelo novo ano vem tomando conta do nosso dia-a-dia. Estamos na época das festas, das comemorações e sempre digo que também é hora de refletir sobre o ano que passou. Quero te convidar para uma  troca de energia, desprender do passado e dos “deixar para depois”.
Em tópicos, são perguntas que vão lhe ajudar definir como foi o ano para você, num modo geral.
  • O que você fez de bom nesse ano?
  • O que você acha que melhorou em relação aos outros anos?
  • O que aconteceu de legal, inesperado e importante?
  • Você conseguiu alcançar seus objetivos?
  • O que não saiu como planejado?
  • Teve equilíbrio entre trabalho, família e lazer?
São perguntas que vão ajudar você a definir como foi 2015 num modo geral e quais são as oportunidades e mudanças que devem acontecer em 2016.
E que tal começar 2016 com muita garra e renovado colocando em prática alguns itens?
Apresento algumas soluções que são na verdade para a vida, e podem te trazer um ano mais tranqüilo, mais forte, tanto na vida pessoal quanto na profissional. Sobre todos eles, você deve criar o seu plano para o que precisar ser mudado ou melhorado e AGIR!
Veja ao seu redor, faça a sua lista de coisas a fazer e mudar. Garanto que você vai se sentir e viver melhor, e no final será muito recompensador.
No trabalho
  • Arrume a mesa ou o seu local de trabalho, jogue fora todos aqueles papéis inúteis, aquele montante que está sobre sua mesa. Organize-se melhor. Seu trabalho ficará muito mais produtivo. Veja tudo o que precisa comprar para se organizar melhor, entre pastas, canetas, agendas e quem sabe, usar e abusar das tecnologias mais atualizadas e ágeis.  Atualize-se sempre.
Na vida
Pegue um dia, para dar aquela geral em sua casa. Livre-se de todos aqueles objetos que estão lá naquele quarto do fundo sabe? Jogue fora ou doe tudo aquilo que não lhe serve mais. O que sobra em nossa casa está fazendo falta em outro lugar. Veja roupas, livros, toalhas, caixas, papéis, bola furada, entre outros.  Livre-se.
Que tal começar a fazer atividades físicas, melhorar a alimentação e sua saúde? Fazer aqueles exames e check-ups que você não faz há tempos. Isso também é investir em você e ter uma melhor qualidade de vida.
Mais algumas idéias para ter um ano mais feliz
  • Visite os amigos, parentes, pais.
  • Curta e aproveite mais os momentos em família.
  • Resolva os mal-entendidos para ter dias mais divertidos.
  • Viaje, conheça novos lugares, novas culturas.
  • Abandone os maus hábitos como: beber e comer excessivamente, fumar, e outros cometidos.
  • Estude mais.
  • Aprenda uma segunda, terceira língua.
  • Leia mais livros.
  • Ajude mais pessoas. Sirva.
  • Se apegue no que lhe traz FORÇA e FÉ.
  • Desprenda-se do passado e de más energias.
  • Doe coisas que não precisa mais. O que está sobrando para nós está fazendo falta em algum lugar.
  • FUJA DAS PRÓPRIAS DESCULPAS PARA NÃO FAZER
Tenha Metas
Obtive mais resultados positivos e fiz mais coisas que tinha vontade de fazer quando tracei minhas metas. Você traçar as suas também e pendurar num local visível para lembrar sempre aquilo que deseja conseguir. As metas cumpridas nos proporcionam a sensação de propósito, foco e realização.
Controle seus gastos pessoais
Faça controles de seus gastos pessoais e de sua casa.  Faça 2016 sobrar dinheiro ao invés de ficar endividado com mal planejamento ou uso de seu dinheiro. 
Reflexão
Vire o ano renovado e organizado, isso fará com que seus negócios, seu trabalho e sua vida pessoal fiquem mais produtivos, com menos stress e preocupações. E ainda com mais tempo para o lazer.  São dicas que se colocadas em prática vão lhe trazer bons resultados, sem dúvidas.  

Desejo sucesso em sua vida em todos os sentidos, que você realmente seja a mudança que deseja. Atitude, ação, vontade!  O sucesso está lhe esperando ansiosamente.

NAM MYOHO RENGE KYO           NAM MYOHO RENGE KYO

“Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes” Albert Einstein

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

♥ As Três Perguntas




Gostaria de lhes contar uma história, chamada Três Perguntas, que é sobre um imperador que, ao conjecturar sobre os assuntos do estado, veio-lhe à mente três questões.

Primeira:

Qual é o melhor momento para iniciar uma tarefa? 

Como saber o tempo certo de cada ação para que não se tenha arrependimento?

Segunda:

De quem eu mais necessito? 

Qual pessoa é a mais importante para mim? 

Terceira:

Quais assuntos e tarefas são mais essenciais?

O imperador queria muito saber as respostas para essas perguntas, pois tinha a certeza de que assim teria êxito em tudo o que fizesse. 

Ele declarou que recompensaria quem lhe trouxesse as respostas e fez com que essa notícia se espalhasse por todo o reino. 

Muitas pessoas cultas e inteligentes foram até ele para lhe oferecer diversas respostas, mas nenhuma conseguiu convencê-lo.

Os inteligentes não são necessariamente sábios. 

Não entrarei em mais detalhes da história, mas no final o imperador obtém respostas convincentes para suas questões de um eremita que vivia junto ao povo.

Esse sábio respondera que o tempo ideal de cada ação é agora, neste exato momento, a pessoa mais importante é a tarefa essencial é fazer o bem aos outros, dando importância verdadeiramente à felicidade das pessoas.

Este instante é fundamental, e não algum momento no futuro. 

O hoje é o que importa. 

Devemos dar tudo de nós no presente momento, pois a vitória no futuro se encontra no agora.

Da mesma forma, não precisamos procurar por alguém especial num lugar distante. 

As pessoas não se tornam fundamentais simplesmente pelo seu poder, inteligência, fama ou riqueza, as mais importantes são aquelas que estão ao nosso redor neste exato instante  e são as que mais devemos valorizar. 

Indivíduos sábios prezam as características peculiares daqueles à sua volta e fazem com que manifestem seu máximo potencial. 

Essa é também a maneira de conquistar a confiança e o respeito de todos.

Não interessa se você é desconhecido no mundo, o que importa é saber que fez o seu melhor de forma sincera para o bem-estar das pessoas, dos seus amigos e de toda a sociedade.

Aqueles que conseguem declarar isso com total confiança são campeões do espírito humano. 

Campeões da vida!!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

♥ O verdadeiro amigo do homem




Não, não é seu cachorro. A menos que você acredite que para ser seu amigo alguém deva abanar o rabo toda vez que você apareça ou alguém seja capaz de repetir inúmeras vezes o mesmo movimento ou reação a tudo o que você faz ou diz – como ir pegar aquela bolinha de borracha ad eternum – sempre com um olhar de satisfação como se você estivesse fazendo um grande favor a ele.

“O verdadeiro amigo do homem é a prática da fé, não é ‘minha esposa’ ou o conhecimento benéfico ao ‘eu’, como geralmente aceito. A razão disso é ser a prática da fé mais necessária; ela pode nos ajudar e proteger de forma melhor e mais efetiva os outros dois itens”.

No relacionamento secular dos dias de hoje, a base de sustentação é formada a partir de paixão, atração, interesses comuns do momento, etc., todos eles elementos efêmeros. Cada pessoa se apoia na outra baseada nisso e, ao fazê-lo, passa a estar sujeito às regras das coisas efêmeras. Coisas efêmeras modificam-se e acabam, do mesmo modo que as expectativas e sonhos que nelas se baseiam.

Algumas pessoas são mais espertas e percebem que não podem fazer com que sua felicidade dependa de outras pessoas e circunstâncias. Talvez depois de muito sofrimento, muitas relações fracassadas, amigos-da-onça, traições e expectativas colocadas nos outros e não realizadas, elas veem que esse não é um caminho. 

Nem todas as pessoas percebem isso a tempo. Muitas passam todos os seus dias esperando que as pessoas à sua volta mudem. “Meu filho finalmente há de compreender o quanto eu sou bondoso”, “Não é possível que meu filho ou filha não entenda o quanto sou dedicada, mas ele ou ela vai compreender, sei que vai!”. 

E temos aquelas pessoas que, já desesperançadas por acreditarem por tanto tempo nos outros que já conhecem, ainda pensam que encontrarão, no futuro, alguém que as entendam. “Só não encontrei ainda a pessoa certa!”

As expectativas que temos dos outros, ainda que possam até parecer justas e razoáveis, são baseadas em idealizações. É o que queremos, desejamos, idealizamos. E desejo, quando descontrolado, leva ao sofrimento. Já ouvimos isso vindo do Buda, não? O mundo ideal, justo, razoável, não é um mundo real. Surpresa, surpresa, não é o mundo em que você vive realmente.  

Quem percebe que não se deve depender dos outros para a própria felicidade, começa a pensar em alternativas. Infelizmente, a rota que geralmente escolhem é a do “conhecimento benéfico ao eu”. Seu próprio senso de ‘eu, ego e meu eu’ passa a ser o centro de suas preocupações. 

“O que importa é ser feliz”, diz o refrão, e esse tipo de felicidade pode até mesmo, em alguns casos, assumir uma tonalidade ‘espiritual’. E vem aquela enxurrada de afirmações que “Eu Sou” isto e aquilo, da importância de encontrar sua verdadeira natureza que invariavelmente tomam como sendo maravilhosa e benfazeja.

Esse é, lamentavelmente, o panorama de muito do que passa por espiritualidade em nossos tempos. O que não se percebe é que quando o eu está presente é que surgem os problemas. 

A prática da fé, enquanto ‘conhecimento da natureza, das leis naturais, dos deveres de acordo com tais leis naturais e os resultados da realização de tais deveres’, não lida com idealizações, expectativas, desejos, nem mesmo com eu e meu. 

A prática da fé é  a verdadeira sustentação da vida individual quanto da vida em família. Comecemos pelo que há de mais sólido e a partir dali a vida se estrutura, cada andar se apoiando no anterior.

♥ Estar Consciente





Quando vemos algo, imediatamente nossas associações passadas surgem. E, de nossas associações passadas, de nossos gostos, desgostos, e de nossas identificações, surgirão todos os nossos desejos, e surgirá o nosso ego, e, da mesma forma, surgirão nossas idéias formadas e nossos preconceitos. Todas essas coisas surgem, e isso nos impede de vermos as coisas como elas são sem distorções.


Esta é uma área muito importante e interessante para observarmos em relação ao trabalho da percepção.

Ao ingerirmos um alimento, por exemplo, é muito interessante descobrirmos o ponto em que sentimos a nossa comida. 
De certa forma é quando primeiro a vemos e, a partir daí, começamos a degustá-la com todas as nossas associações passadas, com nossos gostos e desgostos. 
Mesmo antes de começarmos a comer, provamos nossa comida mentalmente. Este é um exemplo de como as percepções dão origem a conceitos, ou de como os preconceitos surgem.
A mesma coisa pode acontecer em relação ao ouvir também. Em várias partes do mundo, atualmente, há muitos rumores sobre bombas. Quando alguém ouve o som de um ‘clique’, imediatamente pode sentir medo, associando o som inocente a uma bomba. 
Por causa dos nossos sentidos (a visão, a audição, o olfato, o paladar, o tato e, claro, o pensar) nós criamos um mundo à nossa própria maneira. Distorcemos as coisas, o que nos impede de vê-las como elas são.
Precisamos de consciência para realmente apreciar as coisas. Se tivermos consciência, poderemos começar a desfrutar até mesmo de pequenas coisas, como uma flor, uma folha, uma formiga e o canto de um pássaro. Pode fazer a diferença se sua consciência, sua atenção está lá enquanto você está vendo, degustando, ouvindo, e assim por diante. 

Você pode ser capaz de ver algo como se fosse a primeira vez. Esta é uma bela qualidade que alguém pode desenvolver com a consciência. Se você puder ver as coisas como se fosse a primeira vez, você realmente se tornará vivo quando isso acontecer.

♥ Ímpetos




Há um aspecto muito simples no ensinamento do Buda relacionado com o comportamento humano. 
Diz-se que os seres humanos têm três ímpetos ou venenos que os levam a agir de determinadas maneiras. 
Um é a ganância(avareza), outro é o ódio(ira) e o mais sutil e difícil que é a ilusão(estupidez). 
Todos temos estes três ímpetos ou venenos dentro de nós e Buda disse que, a menos que e até ultrapassarmos completamente a nossa subjugação a estes apetites, ainda estaremos loucos. 
Relacionamo-nos com o mundo lá fora, com o mundo externo através de um mundo privado que nós próprios construímos. 
Noutras palavras, estamos a ser subjetivos e não objetivos.

Nosso problema é que levamos este mundo louco e subjetivo muito a sério; nós acreditamos que ele seja verdadeiro. 
Se vocês puderem realmente entender que estamos vivendo em um mundo assim, um mundo cheio de ilusão, cheio de pesar, cheio de ódio; que vivemos em um mundo onde os seres humanos são imperfeitos, simplesmente porque ainda são humanos; então, vocês aprenderão a ver a si mesmos e aos outros de uma forma completamente diferente. 
Eu diria que isso é a verdadeira revolução humana. 
Quando vocês virem as deficiências e falhas de outras pessoas e vocês puderem se lembrar de que vocês e elas estão vivendo em um mundo subjetivo colorido com tanta ilusão, então vocês se relacionarão com elas com mais compreensão, tolerância e compaixão.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

♥ Árvore na Montanha







Uma árvore na montanha se desenvolve devagar, segundo as leis de sua natureza, e assim mantém-se firmemente enraizada. Isto sugere a idéia de um desenvolvimento que avança gradualmente, passo a passo.

Desenvolvimento diz respeito ao progresso conquistado nas situações difíceis do nosso destino. Progresso gradual é o meio pelo qual a trajetória desfavorável dos eventos, produzida por atitudes incorretas, pode ser modificada ou revertida. Através do progresso gradual, tanto os grandes como os pequenos problemas da vida podem ser resolvidos.

O progresso e a mudança são necessariamente lentos, porque o crescimento é um processo orgânico. Os processos orgânicos requerem perseverança e fidelidade, uma vez que só são completados pelo trabalho em harmonia com as forças naturais.

O desafio principal é representado pelo tempo. Ficamos com a sensação de que a espera é interminável. Este desafio só pode ser superado pela tenacidade.

 Isto também significa que não reagimos ao que os outros façam ou deixem de fazer. Conseguimos levar a cabo a tarefa de corrigir nossa própria esfera, porque vemos que, se todos agirem nesse sentido, haverá ordem e justiça na vida, o sofrimento será amenizado.

Entre os inúmeros atributos discutidos no decorrer da nossa prática, a tenacidade é vista como superando todos os assaltos por parte das forças negativas. O eixo da roda, sendo um ponto estacionário ao redor do qual giram os raios, é dado como exemplo de algo capaz de mover cargas pesadas. Assim como as estrelas permanecem em seus lugares, nas respectivas constelações, o praticante, através da constância, alcança poder definitivo. Constância significa não permitirmos que o ego ou os impulsos inferiores  nos desloquem do centro de nosso equilíbrio.

O esforço em manter a consciência de caráter durante este lento crescimento orgânico permite o desenvolvimento da pessoa, até que ele fique fortemente enraizado, como a árvore. A estatura e tranqüila dignidade da pessoa são um exemplo para todos os que se desenvolvem à sua volta. 

Costumamos receber repetidamente este alerta quando estamos impacientes, como um sinal para analisarmos o motivo de tal pressa e também impedirmos as pressões do ego, geradoras da impaciência. Se estamos impacientes é porque ainda não chegamos a um acordo com o Destino. Não confiamos no rumo por ele tomado, achamos que estamos presos irremediavelmente num buraco, que não há outro jeito senão forçarmos a situação, agindo à nossa maneira. Nosso ego prefere fazer alguma coisa a não fazer absolutamente nada. Ser paciente e aceitar é ficar em harmonia com o Destino.

♥ Os Cinco Mundos da Paz



Nós temos nosso próprio território de paz dentro de nós, que é composto de cinco mundos - nosso corpo, nossos sentimentos, nossas percepções, formações mentais e consciência. Temos que trazer a paz ao nosso corpo e remover seus conflitos, tensão e dor. Existem também muitas tempestades, aflições e dor no mundo das nossas emoções. Temos que aprender a trazer a paz para esse território de sentimentos e emoções.

Quando eu olho para minha caneta, eu tenho uma percepção dela. Se minha percepção corresponde à realidade da caneta ou não é uma questão real - porque vivemos com muitas percepções errôneas. Acreditamos que somos os únicos a sofrer, que os outros estão nos fazendo sofrer e que eles não sofrem de jeito nenhum. Este é um tipo de percepção errônea. Se acharmos tempo para inspirar e expirar e encontrar a paz em nós mesmos, poderemos ver que as outras pessoas também sofrem enormemente, assim como nós, e precisam ser ajudadas, não punidas. Por isso a paz não poderá ser possível sem a remoção dos elementos de percepção. Quando nossas percepções nascem da raiva e do medo, elas não podem ser chamadas de percepções corretas. Por sua vez, nossas percepções erradas dão origem ao medo, à raiva e ao desespero, que podem nos levar a cometer atos de violência, punição e morte. Por causa disso, é muito importante praticar a meditação sentada e andando, para podermos trazer paz ao reino das nossas percepções e remover os elementos errôneos.

O quarto mundo é aquele das formações mentais. Uma formação é algo que se manifesta quando muitas condições são reunidas. Uma flor é uma formação física - chuva, o sol, a terra, o tempo, o espaço se reuniram para que a flor se manifestasse. Nosso corpo é uma formação fisiológica. Todas as formações são impermanentes e estão em constante mudança. Nosso medo, nossa raiva, nossa discriminação, esperança, alegria e nossa plena consciência são formações mentais. Na tradição budista, identificamos cinqüenta e uma formações mentais. Quando contemplamos nossa mente, não estamos olhando para um espaço claro e vazio, olhamos para as nossas formações mentais.

Por fim, temos o mundo da consciência. Temos que voltar ao lar da nossa consciência, porque nossa consciência é o chão de todas as coisas. Nosso corpo, nossos sentimentos, percepções e formações mentais nascem do chão da consciência. Não somente o nosso corpo contém nossa consciência, nossa consciência também contém o nosso corpo.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

♥ Dor na recitação do Daimoku (Nam Myoho Renge Kyo)



Gostaria de oferecer algumas sugestões sobre como trabalhar com a dor na recitação do Daimoku (Nam Myoho Renge Kyo). Uma maneira é não ver a dor como um distúrbio ou como uma distração para a recitação. Assim, a dor torna-se o objeto do Daimoku (Nam Myoho Renge Kyo). Quando a dor está lá, você pode tentar explorá-la, investigá-la e descobrir mais sobre a dor. Na vida cotidiana, quando temos dor, o que fazemos é tentar nos livrarmos da dor, mas fazendo isso nós nunca aprendemos sobre a dor. Então, aqui, quando a dor vier, você deve considerar isso um benefício, pois lhe dará a oportunidade de trabalhar com a dor e compreendê-la. Você pode explorar quando houver dor física, e notar é capaz de observar e trabalhar com a reação à dor. Às vezes é a reação que está criando o sofrimento em relação à dor – por você não querer a dor, considerando a dor como uma perturbação e odiando-a. Ter estas reações pode criar mais sofrimento além da dor em si.

Descobri que, por vezes, a dor pode ter uma razão física, e em outras vezes as tensões e dores podem ser de origem psicológica. Se for de origem física, vocês podem trabalhar com a dor dessa forma por algum tempo e depois mudar a postura.

Todavia, com relação à dor, vocês devem evitar os dois extremos. Um extremo é ficar mimando o corpo, como, por exemplo, mudar a postura imediatamente toda vez que sentir dor ou tentar se livrar dela. O outro extremo é ser muito duro e severo consigo mesmo, como quando se permanece sentado sem mudar a postura mesmo quando há realmente muita dor. Portanto, eu sugeriria descobrir o caminho do meio, onde se aprende a ser amigo e gentil com o corpo, com a dor, evitando ser muito duro e severo com relação a ela, mas ao mesmo tempo sem ficar mimando o corpo. Em termos práticos, isso significa que vocês devem trabalhar com a dor quando sentados, e então, se necessário, mudar a postura.
Se a dor não tem uma razão física, podemos ter de explorar a emoção por trás da dor que está criando a dor. Assim, na recitação do Daimoku (Nam Myoho Renge Kyo), o que estamos tentando fazer não é nos livrarmos da dor, mas aprender a ver (mesmo quando a dor estiver lá) o quanto podemos nos relacionar com a dor sem necessariamente sofrer como resultado.

♥ Jogue fora o estresse



Quando o estresse está presente, o que realmente acontece dentro de nós? 
Há alguma sensação particular que vocês tenham e possam trabalhar dentro do que é chamado estresse? 
Ou isso é sempre relacionado a um pensamento? 
Então, vocês realmente podem explorar isso, investigar isso, descobrir por vocês mesmos o que é isso que chamamos de estresse e o que realmente acontece conosco quando experimentamos o estresse. 
É um exercício muito interessante estar com as sensações, estar com o que quer que esteja acontecendo na sua mente e corpo, sem a palavra estresse; joguem fora a palavra estresse e fiquem apenas com a experiência efetiva, o que estiver acontecendo com vocês. 
Então, eu gostaria que vocês experimentassem com algumas das ferramentas, algumas sugestões que estou oferecendo e descobrissem por si mesmos quais vão lhes ajudar.

Outra ferramenta é tentar estar ciente da recitação do Nam Myoho Renge Kyo. 
Porque como descobrimos, às vezes nossos pensamentos, às vezes o jeito como lidamos com as sensações e assim por diante, pode realmente construir um estresse crescente. 
E isso é interessante, pois a maior parte do estresse é criada por pensamentos sobre o passado ou especialmente sobre o futuro, antecipando a ansiedade, fracasso e por aí vai. 
Então se você puder realmente estar com a realidade do Nam Myoho Renge Kyo, porque isso está acontecendo agora, então você se dá conta de que mesmo nos poucos minutos em que gasta com a recitação, existe um completo reparo de qualquer emoção que você esteve sentindo.